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28 de Agosto de 2014

Não julgueis, para que não sejais julgados (Mt7.1)

Pr. Elias Garcia Fernandes - Editor da Revista "Ensinando as Nações"

Julgar, no sentido geral significa “formar conceito, emitir parecer, opinião sobre alguém, supor, imaginar, considerar”. No sentido jurídico significa “tomar decisão na qualidade de juiz ou árbitro”.

Quem, entre nós, nunca julgou precipitadamente? Quem, entre nós, nunca cometeu a injustiça de emitir um (pré) julgamento infundado sobre determinada pessoa? As respostas para tais perguntas devem ser respondidas apenas no íntimo de cada um. Todavia, não podemos considerar como julgamento o fato de alguém manifestar seu “senso crítico” exortativo diante de um comportamento fora dos padrões bíblicos praticado por um irmão, desde que este “senso crítico” esteja alicerçado no amor e que o erro cometido tenha sido, de fato, comprovado. Isso significa zelo, significa prova de amor, vontade de ver o faltoso recuperar-se com o intuito de ganhar a salvação.

O problema é que, às vezes, somos tomados por um ímpeto desmensurado achando que somos “santos demais” ou “bons demais” e aí agimos como juízes excessivamente cruéis ao condenar sem um pingo de amor, sensibilidade e compaixão a quem quer que seja por algo supostamente praticado.

Esta conduta de julgar pessoas é, às vezes, a mesma dos fariseus e escribas nos tempos de Jesus. Quando o Senhor disse: “... tira primeiro a trave do teu olho” (Mt 7.5), certamente estava aludindo à questão na perspectiva de que todos nós somos seres falhos, portanto, carentes da misericórdia divina. O Senhor estava ensinando que todos devemos olhar primeiramente para nossos próprios erros, no sentido de nos arrependermos, antes de ficarmos condenando pecados praticados por outrem. É uma grande hipocrisia condenarmos alguém por uma falta, quando nós mesmos somos culpados por vários outros tipos de faltas. Em João 8.15 temos um precioso ensino do Senhor Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo”. Reflitamos bem sobre isso!

                                               

 

Pr. Elias Garcia Fernandes

eliasgarciafernandes@hotmail.com

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